Suspeita de vazamento de material radioativo na USP é investigado
O Sindsef-SP (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo) e a Associação dos Servidores cobraram esclarecimentos do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares e da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) após relatos de uma possível contaminação com material radioativo dentro da instituição sediada na USP.
Segundo nota divulgada pelas entidades, informações preliminares indicam que a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas por trabalhadores, incluindo terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica.
As entidades afirmam ainda que parte dos procedimentos teria ocorrido em locais “não destinados especificamente para esse tipo de atendimento”, o que levantou preocupações sobre infraestrutura e protocolos de segurança.
O sindicato também cita atrasos superiores a um ano em exames médicos específicos realizados por servidores que trabalham diretamente com materiais radioativos.
Em nota enviada à CNN Brasil, a ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear) informou que irá investigar. “A ANSN adota procedimento regular de verificação técnica, solicitando à instalação os registros e informações necessários à adequada avaliação da situação reportada”, diz trecho do posicionamento.
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A Radiofarmácia do Ipen possui autorização de operação vigente e que foi expedida uma notificação técnica com prazo até 18 de junho para atendimento de exigências regulatórias, segundo ANSN.
O órgão de fiscalização afirmou que esse tipo de procedimento faz parte das atividades regulares de supervisão técnica e destacou que eventuais medidas adicionais dependerão da análise dos documentos e informações apresentados pelo instituto.
A CNN Brasil entrou em contato com a USP (Universidade de São Paulo), com a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e aguarda retorno. A reportagem também tentou a SSP (Secretária de Segurança Pública de São Paulo). O espaço segue aberto.
Fonte: CNN Brasil
