Governo espera encontro entre Teresa Leitão e Alcolumbre nesta semana
O Palácio do Planalto espera que a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), se encontre nesta semana com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), enquanto faz os últimos esforços em torno da aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6×1 antes do recesso parlamentar, marcado para começar em 18 de julho.
Teresa pediu o encontro ao presidente do Senado ainda na última quinta-feira (25), logo após ser anunciada para a posição antes ocupada por Jaques Wagner (PT-BA). Até agora, porém, a data do encontro não foi fechada.
A nova líder já se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) para um alinhamento sobre a estratégia do governo nesta segunda-feira (29). A prioridade total é destravar a PEC já aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano.
Segundo fontes palacianas, o otimismo sobre a possibilidade de aprovar a PEC até o recesso diminuiu nos últimos dias. Auxiliares do presidente Lula ponderam o curto espaço de tempo, de três semanas, até o recesso, e já admitem que Alcolumbre não deve ceder à pressão.
Interlocutores ainda avaliam que o senador espera um encontro presencial com o chefe do Executivo para destravá-las, visto que a relação não foi apaziguada desde a rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A boa relação entre Teresa Leitão e Alcolumbre, contudo, é considerada por uma ala do Planalto como um ativo para a tentativa de destravar o texto.
O Senado agendou para a próxima quarta-feira (1°) uma sessão temática para debater impactos econômicos e sociais sobre o fim da 6×1. Há, ainda, expectativa de que as discussões possam ser fonte de pressão para a tramitação.
A PEC diminui a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, e estabelece implementação gradual da escala em 14 meses.
O governo espera a aprovação da pauta antes das eleições deste ano, a fim de usar o texto como uma bandeira política em aceno à classe trabalhadora.
Fonte: CNN Brasil
