Homem é preso em operação contra venda ilegal de ayahuasca pela internet
Um homem foi preso, na manhã desta quinta-feira (5), durante uma operação conjunta da Polícia Civil do Distrito Federal e de Santa Catarina contra a venda ilegal pela internet da substância conhecida como “ayahuasca”.
Além do mandado de prisão preventiva, a Operação Desvio Ritual cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra o investigado, de 37 anos, na cidade de Palhoça (SC). As buscas ocorreram na residência do homem e na sede de uma empresa aberta em nome dele.
De acordo com as investigações, as vendas aconteciam por um perfil aberto no Instagram, com mais de 3 mil seguidores. As autoridades afirmam que não havia critério para as vendas serem realizadas.
O investigado anunciava o chá como uma espécie de “microdose”, que seria capaz de tratar ansiedade, depressão e insônia. Eram divulgadas tabela de preços, promoções e kits.
Além disso, o homem abriu uma empresa para receber os pagamentos. A polícia infirmou que foram identificadas centenas de remessas para mais de 20 estados. Entre os destinos estava o Distrito Federal, com entregas em Ceilândia, Taguatinga, Brazlândia, Águas Claras, Asa Norte e outras regiões.
Uma das encomendas foi apreendida em Brasília, e a perícia confirmou a presença de DMT (dimetiltriptamina), substância apontada como psicodélica de uso proibido no Brasil. Veja imagens abaixo:
As autoridades informaram que o investigado foi indiciado por tráfico de drogas, crime com pena de 5 a 15 anos de prisão. Como as remessas eram enviadas para outros estados, a pena pode ser aumentada de um sexto a dois terços.
Os perigos da ayahuasca
A ayahuasca é um composto vegetal com efeito psicodélico/enteógeno, preparado a partir da infusão do cipó mariri (Banisteriopsis caapi) e das folhas do arbusto chacrona (Psychotria viridis).
De acordo com as autoridades, consumida sem orientação, a ayahuasca pode provocar crises de ansiedade, paranoia e quadros psicóticos. Combinada a antidepressivos e a outros medicamentos de uso controlado, pode causar intoxicação grave.
A Polícia Civil afirmou que, ao vender o produto pelo correio como natural e seguro, o investigado atingia pessoas em sofrimento psíquico, que tomavam o chá em casa, sem saber a dose e sem qualquer assistência.
Segundo a corporação, a operação não tem como alvo o uso religioso e ritualístico da ayahuasca. A polícia destaca a proibição do comércio da substância, que não tem qualquer relação com um ato de fé. As investigações apontam ainda que o investigado afirmava em vídeo que a atividade “não é religião”.
Fonte: CNN Brasil
