Ucrânia aceita proposta de Lula de ajuda para negociar paz, diz assessor
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aceitou uma oferta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ajudar a negociar um acordo de paz com a Rússia, disse um assessor presidencial ucraniano nesta sexta-feira (19).
Zelensky e Lula se encontraram às margens da cúpula do G7 na cidade francesa de Évian-les-Bains, na quarta-feira (17), onde o líder ucraniano pediu aos aliados que aumentassem a pressão sobre a Rússia para pôr fim ao conflito, que já dura mais de quatro anos.
Os dois presidentes discutiram o que poderia reativar a diplomacia. Lula propôs várias ideias, incluindo contatos com os integrantes permanentes do Conselho de Segurança da ONU, disse o assessor de comunicação presidencial da Ucrânia, Dmytro Lytvyn, a jornalistas.
“Eles concordaram que, em particular, com base nessas ideias e contatos, tentariam alcançar algo e, posteriormente, discutiriam o assunto com base nos resultados”, revelou Lytvyn.
A Ucrânia mantém relações diplomáticas estreitas com Estados Unidos, França e Reino Unido, que são integrantes permanentes do Conselho de Segurança. Os outros dois membros do órgão são Rússia e China.
Uma iniciativa de mediação apoiada pelos EUA no início deste ano estagnou devido à insistência da Rússia em novas concessões territoriais da Ucrânia, algo que Kiev rejeita veementemente.
Zelensky pediu ao presidente Donald Trump que retome os esforços de mediação e agende um encontro presencial entre ele e Vladimir Putin – algo que o líder russo descartou.
Após a reunião do G7, Lula afirmou que, no passado, Zelensky não havia demonstrado interesse em suas ofertas de esforços diplomáticos para a paz, mas que agora as havia aceitado.
Lula declarou em uma coletiva de imprensa que já havia conversado com os líderes de todos os cinco integrantes permanentes do Conselho de Segurança e que faria isso novamente.
A Ucrânia tem se esforçado para revitalizar a diplomacia, visto que as negociações de paz mediadas pelos EUA estagnaram devido à guerra com o Irã.
Fonte: CNN Brasil
