MP denuncia médico por crimes em hospital no Paraná; entenda o caso
O Ministério Público do Paraná denunciou, nesta quarta-feira (24), o médico Rodrigo Felipe Amparado por crimes como ameaça, perseguição, tortura e peculato contra servidores públicos do Hospital Municipal de Itaúna do Sul. A esposa de Rodrigo também foi denunciada.
Segundo a denúncia do MPPR, os fatos teriam ocorrido entre março e maio deste ano e envolvido intimidações, constrangimentos e outras formas de violência contra as vítimas.
Além disso, Rodrigo Amparado teria se apropriado de uma sala do hospital, onde permanecia com a esposa durante os plantões, além de praticar outras irregularidades no estabelecimento.
A atual secretária municipal de Saúde de Itaúna do Sul teria adotado medidas para corrigir parte das irregularidades identificadas. O que provocou a reação do investigado, que passou a perseguir a gestora e seus familiares. Ele teria ameaçado torturar a filha da secretária e matar seu marido, chegando, em uma das ocasiões, a exibir uma arma de fogo na cintura ao procurar o familiar da vítima.
Rodrigo Felipe Amparado foi denunciado por ameaça (por três vezes), dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato. Já a esposa do médico foi denunciada pelos crimes de peculato e prevaricação. A Promotoria de Justiça requereu ainda o afastamento dela do cargo de coordenadora de enfermagem do hospital.
Prisão do médico
O Ministério Público do Paraná cumpriu um mandado de prisão contra o médico no último dia 17, em Itaúna do Sul.
Na última semana, além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Ele segue na Cadeia Pública de Nova Londrina.
O que diz o Conselho Regional de Medicina?
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou à CNN Brasil que está acompanhando o caso e instaurará sindicância para apurar a conduta do profissional envolvido.
O Conselho também determinou a realização de uma fiscalização na instituição de saúde onde os fatos teriam ocorrido.
“Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas. Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa”, apontou em nota.
Defesa do médico
A defesa do médico, o advogado Manoel Neto, informou que recebe com surpresa o oferecimento de denúncia e que está realizando uma análise minuciosa dos autos para futura apresentação da resposta à acusação e das demais medidas processuais cabíveis.
“Em uma análise inicial, as acusações parecem estar amparadas em elementos frágeis, contraditórios e em relatos cuja credibilidade será devidamente questionada no curso do processo”, disse em nota.
Fonte: CNN Brasil
