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“Eu sei como vencer”: França recorre a Zidane após sucesso no Real Madrid


Zinedine Zidane inicia uma nova era no comando da seleção da França cercado por grandes expectativas. Ídolo da conquista da Copa do Mundo de 1998 e um dos treinadores mais vitoriosos da história recente do futebol, o ex-meia assume a equipe nacional com a missão de transformar as recentes frustrações em títulos.

O anúncio feito nesta terça-feira (28) confirma que a Federação Francesa de Futebol entregou o comando da seleção a um dos maiores nomes da história do país.

Como jogador, Zidane foi protagonista na conquista do primeiro título mundial da França, em 1998, diante da torcida.

Como técnico, consolidou sua carreira ao conquistar os principais troféus possíveis no comando do Real Madrid.

Conhecido pela postura serena, liderança sobre o elenco e capacidade de potencializar jogadores de alto nível, Zidane montou no clube espanhol uma equipe eficiente nas transições, capaz de alternar rapidamente o sistema de jogo e manter o controle emocional nas partidas mais decisivas.

À frente do Real Madrid, conquistou três títulos consecutivos da Champions League, desempenho que passa a servir de referência para a seleção francesa no ciclo rumo à Eurocopa de 2028.

“Quando encontrei Zinedine em fevereiro de 2025, ele me disse: ‘Presidente, eu sei como vencer’. Vi alguém com determinação e confiança para levar os Bleus às vitórias“, afirmou o presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo.

Com um elenco recheado de talento ofensivo, formado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e Désiré Doué, todos vivendo o auge da carreira, a chegada de Zidane abre a perspectiva de uma França ainda mais agressiva e criativa no ataque.

Fracassos recentes motivam mudança

Embora nunca tenha sofrido com falta de qualidade técnica, a seleção francesa acumulou decepções nos momentos mais importantes dos últimos anos, levantando dúvidas sobre a necessidade de um futebol com mais liberdade, criatividade e imprevisibilidade nas partidas decisivas.

O Real Madrid de Zidane era uma equipe equilibrada e pragmática quando necessário, mas se destacava principalmente pela liberdade concedida a estrelas como Cristiano Ronaldo, Karim Benzema e Luka Modric para assumir o protagonismo em campo, improvisar e decidir os jogos.

Didier Deschamps foi fundamental para recolocar a França entre as principais seleções do mundo após o desastre da Copa de 2010, quando a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos sem vencer uma partida. O trabalho culminou com o título mundial conquistado em 2018.

Entretanto, o ciclo do treinador terminou marcado por novas frustrações. A França perdeu a final da Copa do Mundo de 2022 para a Argentina e, depois disso, foi eliminada em três torneios consecutivos em confrontos de mata-mata diante da Espanha, incluindo a semifinal da Copa do Mundo disputada neste mês.

Na semifinal, os espanhóis controlaram o ritmo da partida, impediram as transições ofensivas da França e neutralizaram o ataque adversário na vitória por 2 a 0. Depois, a Espanha superou uma Argentina igualmente pouco inspirada na decisão para conquistar o título.

O estilo estruturado e metódico de Deschamps foi considerado essencial para reconstruir a seleção francesa após o fracasso de 2010. Agora, porém, a expectativa é que Zidane implemente um futebol mais solto e ofensivo.

“É algo diferente em comparação com treinar um clube. Mas isso não me assusta. Era exatamente o que eu queria fazer”, declarou Zidane.



Fonte: CNN Brasil

Rubem Gama

Servidor público municipal, acadêmico de Direito, jornalista (MTB nº 06480/BA), ativista social, criador da Agência Gama Comunicação e do portal de notícias rubemgama.com. E-mail: contato@rubemgama.com

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