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EUA planejam mil lançamentos espaciais anuais até 2030


O presidente dos EUA (Estados Unidos da América), Donald Trump, assinou um memorando para aumentar em grandes proporções o número de lançamentos espaciais americanos, nesta quinta-feira (20).

O presidente também orientou uma série de ações por parte de agências governamentais. Além disso, a Casa Branca pretende viabilizar 1.000 lançamentos e reentradas anuais até 2030, um aumento significativo em relação aos 178 lançamentos do ano passado.

O governo solicita que as agências incentivem o desenvolvimento conjunto de infraestrutura de transporte espacial com parceiros do setor privado, agilizem os processos de licenciamento e avaliação ambiental e garantam espectro de radiofrequência adequado para lançamentos espaciais.

O memorando vem após o lançamento do foguete nomeado Zhuque-3, da China, que realizou o primeiro lançamento com pouso controlado de um foguete em terra firme.

Os avanços dos países exteriores em conflito com os variados lançamentos nos EUA formam a disputa da atual corrida espacial. Ambos os países tentam novamente fazer o homem pousar na Lua.

Onde tudo começou

A atenção para os lançamentos de missões espaciais começou no primeiro semestre deste ano, especificamente em abril, com o lançamento da missão Artemis II, da Nasa, que levou novamente à órbita lunar, mas desta vez passando também pelo lado obscuro da Lua.

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram a tripulação da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.

O principal objetivo foi testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.

A disputa local

Após a missão bem sucedida, a Nasa procura um parceiro privado para as próximas missões do programa Artemis, com objetivo de pousar o homem na Lua novamente. A Blue Origin do Jeff Bezos e a SpaceX de Elon Musk disputam essa vaga. Assim, ambas as empresas estão realizando lançamentos de foguetes nos últimos tempos, visando uma melhora entre algumas explosões.

Desde abril, a Blue Origin está fazendo lançamentos de foguetes da New Glenn. O nome é em homenagem ao astronauta John Glenn, primeiro americano a orbitar a Terra.

No último mês de abril, o foguete, com quase 100 metros de altura, decolou de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). O propulsor para o foguete New Glenn, recuperado pela empresa do bilionário americano Jeff Bezos, permitiu com que o lançamento, transportasse um satélite de comunicações para a empresa AST SpaceMobile.

Após a decolagem, os dois estágios do foguete se separaram e o estágio superior continuou a viagem levando o satélite ao espaço. O propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois da decolagem.

SpaceX, a concorrente da Blue Origin

A Space X não perdeu oportunidades e lançou o 13º voo do programa Starship, no dia 24 de abril deste ano. O lançamento foi adiado algumas vezes, mas nenhum dos voos da missão foi lançado de primeira.

Os acidentes aumentaram a pressão sobre a SpaceX, especialmente em um momento em que a empresa passa por maior atenção do mercado financeiro e da indústria espacial.

O foguete, que é considerado o maior e mais potente do mundo, conquistou outro feito muito observado pelos especialistas: seu estágio superior formou uma cratera na Lua.

O lançamento da Starship está entre os planos de Elon Musk com sua empresa para futuras missões à Lua e Marte.

A disputa internacional

Em disputa com os Estados Unidos pela tecnologia espacial, a China realizou o primeiro lançamento com pouso controlado de um foguete em terra firme. O lançamento aconteceu na Zona de Testes de Inovação Espacial Comercial de Dongfeng, na quarta-feira (19).

Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (19), é possível ver o momento em que o foguete da China decola e, posteriormente, pousa “de ré” em solo firme. A missão representa o primeiro pouso controlado bem-sucedido em terra de um primeiro estágio de foguete.

O primeiro estágio é equipado com um sistema de controle para o retorno, aletas de estabilização e pernas de pouso, permitindo sua recuperação vertical e reutilização após o lançamento orbital.

Após o lançamento, a Central do Partido e do Conselho de Estado disse que continuará promovendo a utilização de veículos que têm lançamentos reutilizáveis na China. O objetivo é aprimorar a capacidade de exploração do espaço com baixo custo e alta frequência.

*Com informações da Reuters





Fonte: CNN Brasil

Rubem Gama

Servidor público municipal, acadêmico de Direito, jornalista (MTB nº 06480/BA), ativista social, criador da Agência Gama Comunicação e do portal de notícias rubemgama.com. E-mail: contato@rubemgama.com

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